Com a circulação já restabelecida na maioria das vias afetadas, a Infraestruturas de Portugal prossegue os trabalhos de recuperação nos locais onde a dimensão dos danos exige soluções de engenharia especializadas.
As intempéries que atingiram o país no início do ano provocaram 345 cortes totais de estrada e a circulação em 11 troços ferroviários, colocando à prova a capacidade de resposta da Infraestruturas de Portugal. Desde os primeiros momentos, as equipas da empresa estiveram mobilizadas para repor as condições de circulação, garantindo sempre que a segurança dos utilizadores prevalecesse sobre a rapidez da reabertura das vias.
Dos 345 cortes totais de estrada registados na sequência das intempéries, 93% já foram resolvidos, resultado do trabalho contínuo desenvolvido pelas equipas da IP, em estreita articulação com as autarquias, as forças de segurança, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e outras entidades parceiras.
A dimensão do esforço desenvolvido traduz-se também nos resultados alcançados. Atualmente, permanecem encerradas apenas 20 estradas e, na rede ferroviária, subsistem troços de duas linhas com circulação interrompida – na Linha da Beira Baixa e na Linha do Oeste. A recuperação das infraestruturas representa um investimento global estimado em 400 milhões de euros, destinado à recuperação e ao reforço da resiliência das infraestruturas afetadas.
Ao longo dos últimos meses foi possível restabelecer a circulação em diversas estradas afetadas, entre as quais a EN9-2, em Mafra, a EN248-2, no Sobral de Monte Agraço, a EN342, entre Arganil e Góis, e a EN347, em Penela.
Os troços de estrada que permanecem encerrados correspondem às ocorrências de maior complexidade técnica. Nestes casos, a dimensão dos danos exige soluções de engenharia específicas, estudos geológicos e geotécnicos e intervenções estruturais complexas que permitam garantir a estabilidade das infraestruturas e a segurança da circulação. Na rede ferroviária, mantêm-se igualmente em curso as intervenções necessárias à reposição das condições de exploração nas duas linhas que permanecem interrompidas.
A resposta da IP tem assentado numa avaliação técnica rigorosa de cada ocorrência, definindo as soluções mais adequadas em função das características dos danos identificados.
A atuação da IP tem sido desenvolvida em permanente articulação com as entidades locais, procurando reduzir os impactos dos condicionamentos através da implementação de percursos alternativos e da adoção de soluções ajustadas às necessidades das populações e da atividade económica.
Num contexto em que os fenómenos meteorológicos extremos colocam desafios cada vez maiores à gestão das infraestruturas, a capacidade de resposta da IP continua a assentar na rapidez de intervenção, no rigor técnico e na cooperação institucional, contribuindo para uma rede rodoviária e ferroviária mais resiliente e preparada para enfrentar futuros fenómenos meteorológicos extremos.