Estado da Infraestrutura

 

A disponibilização pública da informação sobre o estado da Infraestrutura gerida pela Infraestruturas de Portugal é suportada numa política de comunicação aberta e transparente, e destina-se às diversas partes interessadas, ao Estado como entidade Concedente, às entidades reguladoras, aos clientes e fornecedores e ao público em geral.

Trata-se de informação atualizada anualmente, que constitui uma peça fundamental na definição das necessidades, estratégia e prioridades que baseiam o plano de investimentos de curto e médio prazo da empresa, e permite uma maior otimização na gestão dos recursos disponíveis e capacidade de resposta na manutenção de um nível de serviço (disponibilidade e fiabilidade) adequado às expectativas dos utilizadores.

Esta análise agrega os indicadores recolhidos pela atividade regular de inspeção e diagnóstico à condição das infraestruturas rodoviárias sob gestão da IP, estando neste momento disponíveis os indicadores de desempenho relativos a 2019.

Segurança da Infraestrutura

Importa ressalvar que os ativos classificados nos valores mínimos não representam risco de segurança na utilização da infraestrutura. Esta avaliação visa apenas servir de indicador à priorização das intervenções.

A segurança da infraestrutura é salvaguardada através das práticas de inspeção e fiscalização, e acautelada sempre que necessário através de ações imediatas de manutenção, e de adequação das condições de exploração (limitação de velocidade e/ou de carga, restrições de via ou interditação da circulação).

Terceiro Conteudo
Âmbito e Metodologia
Ativos Abrangidos

A disponibilização pública da informação do estado da infraestrutura gerida pela IP abrange os seguintes tipo de ativos integrantes da infraestrutura rodoviária:

Pavimentos

Obras de arte (pontes e túneis)

Metodologias de Avaliação

A avaliação do estado da infraestrutura rodoviária é suportada numa metodologia de transformação dos dados técnicos de inspeção em informação integrada de gestão.

Considerando a necessidade de harmonização da avaliação do estado de condição dos vários tipos de ativos que integram as redes, a apresentação dos resultados é feita tendo por base quatro níveis qualitativos (Bom, Razoável, Requer atenção e Insatisfatório) designados por Estados de Condição, os quais têm correspondência numa escala contínua que varia entre 0 (zero) e 8 (oito) e que configura um Indicador de Desempenho.

Estado de Condição Indicador de Desempenho (lD) Descrição
Bom 6.00 a 8.00 Adequado para longo prazo
Razoável 4.00 a 5.99 Adequado para médio prazo
Requer Atenção 2.00 a 3.99 Adequado para curto prazo
Insatisfatório 0.00 a 1.99 Necessita Investimento
Fontes de Informação

Esta informação baseia-se em dados técnicos de inspeção, obtidos no essencial nas campanhas de inspeção principal às redes. A constante aposta da IP no desenvolvimento das tecnologias e processos utilizados ao nível da inspeção e diagnóstico, pode implicar a alteração da metodologia de cálculo de indicadores, limitando a comparabilidade com dados anteriores e a interpretação da informação, em determinados momentos temporais.

Além desta situação, as inspeções principais inserem-se num conjunto mais alargado de atividades de gestão e fiscalização das redes no qual se incluem também inspeções de rotina para os mesmos grupos de ativos, das quais resulta informação diária e que, sempre que necessário, determina atuações no sentido de garantir a segurança na utilização da infraestrutura.

Indicadores de Desempenho

A apresentação de valores representativos da Rede Rodoviária Nacional corresponde à média ponderada (em função dos custos de manutenção e renovação) dos respetivos indicadores de cada grupo de ativos.

Considerando a avaliação referente ao ano anterior, o valor do Indicador de Desempenho para a RRN apresenta uma tendência de estabilização (de 4,87 em 2018 para 4,86 em 2019).

Para os grupos de ativos considerados regista-se uma ligeira variação nas Obras de Arte (de 5,29 em 2018 para 5,28 em 2019), bem como nos Pavimentos (4,67 em 2018 e 4,66 em 2019).

Em ambos os casos é de referir a elevada percentagem de ativos no estado Bom ou Razoável (na ordem de 90% e 78%, respetivamente).