A Infraestruturas de Portugal esclarece a circulação de um comboio da Medway durante as cheias no Ribatejo, explicando o funcionamento do sistema de faturação e as medidas gerais de apoio prestadas.
A Infraestruturas de Portugal (IP) vem, por este meio, prestar esclarecimentos relativamente à notícia publicada hoje sobre a cobrança de 167 euros associada a um comboio operado pela Medway, utilizado no transporte de sacos de areia no contexto das recentes cheias no Ribatejo, o que se torna indispensável, uma vez que ela não foi objeto de obtenção de esclarecimento por parte da IP.
Importa esclarecer que o sistema de faturação da utilização da infraestrutura ferroviária nacional é integralmente automático, em função da circulação efetiva de comboios, atendendo ao elevado número de circulações mensais na rede. Não tendo existido conhecimento prévio de que a circulação em causa se enquadrava numa operação de apoio às populações afetadas pelas intempéries, não foi possível proceder, de forma antecipada, à respetiva isenção.
Não obstante, a IP não só manifesta total disponibilidade para isentar a Medway do pagamento da referida tarifa, à semelhança do que já se encontra em resolução com outro operador ferroviário que, em tempo útil, estabeleceu contacto direto com a empresa para o efeito, como considera adequado que essa isenção seja garantida. A IP aproveita ainda para reafirmar o interesse na manutenção da habitual e permanente articulação entre a IP e os diversos operadores de transporte ferroviário, quer ao nível das equipas técnicas quer ao nível das administrações.
Cumpre ainda referir que, durante o período das intempéries, a IP adotou diversas medidas de apoio aos operadores ferroviários, designadamente a não cobrança de capacidade previamente solicitada e não utilizada, bem como a disponibilização de meios humanos e técnicos para assegurar a resposta às situações provocadas pelas condições climáticas adversas. Essa atuação e articulação entre diversas entidades foi marcante durante o período de intempéries, e ilustrou bem a disponibilidade e empenho de todos: empresas ferroviárias, municípios, IP, forças de segurança, entre outros.
Por fim, a IP lamenta que esta situação não tenha sido previamente objeto de contacto institucional visando o seu enquadramento e resolução, bem como o facto de não ter sido solicitada qualquer informação à empresa antes da sua divulgação pública.