Com 12,8 quilómetros de extensão, a nova infraestrutura melhora as condições de circulação e segurança rodoviária, reduz o tráfego de passagem nas zonas urbanas e reforça a ligação de Évora à Rede Rodoviária Nacional.
A Infraestruturas de Portugal (IP) abriu hoje à circulação a Variante Nascente de Évora, uma intervenção estruturante para a mobilidade e segurança rodoviária da região, que representou um investimento de 54,9 milhões de euros financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na Componente C7 – Infraestruturas, investimento “Missing Links e Aumento de Capacidade da Rede”.
Localizada a nascente da cidade de Évora, a nova via desenvolve-se ao longo de cerca de 12,8 quilómetros, em território das freguesias de Nossa Senhora de Machede, União das Freguesias de Bacelo e Senhora da Saúde e União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras. O traçado tem início no Nó de Évora Nascente da A6/IP7, imediatamente após a praça de portagem, e termina na ligação ao atual IP2, em São Manços. A infraestrutura é constituída por dupla faixa de rodagem e inclui oito passagens superiores, duas das quais sobre linhas de caminho de ferro, uma passagem agrícola e dois viadutos.
A entrada em funcionamento da variante permite restabelecer e reforçar a ligação à rede viária existente através do Nó de Vale de Figueiras, do Nó da Fonte Boa do Degebe e da Rotunda de Ligação à EN18. Além de melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os tempos de viagem, a nova infraestrutura permite retirar uma parte significativa do tráfego das zonas urbanas, contribuindo para a redução dos níveis de ruído e da poluição atmosférica e para a melhoria da qualidade de vida das populações.
A abertura da Variante à circulação foi assinalada hoje numa cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, do presidente da Infraestruturas de Portugal, Paulo Carmona, do presidente do Conselho Geral e de Supervisão da IP, Duarte Pitta Ferraz, do vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Jerónimo José, do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), Aníbal Reis Costa, do vice-presidente e Primeiro-Secretário do Secretariado Executivo Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), Natanael Vinha, de autarcas do distrito de Évora, de representantes do consórcio adjudicatário, da fiscalização, do projetista e dos restantes membros do Conselho de Administração Executivo da IP.
Paulo Carmona destacou que “esta é uma nova estrada que reforça a ligação de Évora à rede nacional, melhora as condições de circulação e segurança e, sobretudo, melhora a vida de quem aqui vive, trabalha e circula.” Para o presidente da IP, esta obra tem ainda um significado especial: “é uma das intervenções concretizadas pela Infraestruturas de Portugal” no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Segundo o responsável, “os números do PRR são importantes, mas aquilo que realmente importa são os resultados que ficam no território: mais e melhores infraestruturas, mais segurança, melhores ligações e melhores condições para as pessoas e para as empresas.”
O presidente da IP deixou um agradecimento “a todos os que planearam, projetaram, acompanharam, fiscalizaram e executaram estes investimentos, muitas vezes longe dos holofotes, mas sempre com enorme sentido de responsabilidade, e aos nossos parceiros - empresas, projetistas, municípios e entidades da Administração Pública - e, em particular, a Recuperar Portugal, pela cooperação ao longo de todo este processo”, disse.
IP já recebeu 508 milhões de euros de fundos europeus no âmbito do PRR
O Plano de Recuperação e Resiliência tem como objetivo reforçar a resiliência social, económica e territorial do País, acelerando simultaneamente as transições digital e climática. A Infraestruturas de Portugal cumpriu, no passado dia 28 de agosto, todos os Marcos e Metas contratualizados no âmbito do PRR, num total de 21 objetivos concretos e verificáveis.
Neste âmbito, a Infraestruturas de Portugal assume um papel relevante na execução do PRR, assegurando a concretização dos investimentos que lhe foram atribuídos. A empresa já recebeu 508 milhões de euros de financiamento da União Europeia, correspondentes a 94% do valor total previsto para os projetos desenvolvidos pela IP.
Os investimentos abrangem várias regiões do País e contribuem para um território mais competitivo e coeso, com particular enfoque no reforço das acessibilidades às Áreas de Acolhimento Empresarial, no desenvolvimento das ligações transfronteiriças e na concretização de ligações em falta. No âmbito do investimento “Missing Links e Aumento de Capacidade da Rede”, a IP ultrapassou a meta de 111 quilómetros de estradas construídas ou requalificadas, chegando aos 154 quilómetros. Mas o PRR na Infraestruturas de Portugal foi além do investimento rodoviário, abrangendo também projetos no setor ferroviário. Estes objetivos, associados a indicadores de execução, foram cumpridos no âmbito dos três contratos de financiamento celebrados pela empresa nas Componente C7 – Infraestruturas e C15 – Mobilidade Sustentável.
Infraestruturas de Portugal cumpre todas as metas do PRR
Financiamento Europeu
