A Infraestruturas de Portugal está a reforçar a transformação digital da gestão das suas infraestruturas, promovendo processos mais eficientes, colaborativos e orientados por dados ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos.
Responsável pela conceção, projeto, construção, conservação, modernização e exploração das redes rodoviária e ferroviária nacionais, a Infraestruturas de Portugal (IP) gere um conjunto de ativos de enorme complexidade e relevância estratégica para a mobilidade e para a competitividade do País. A importância e dimensão da rede rodoferroviária sob gestão da empresa, mas também da nossa rede de telecomunicações, exige uma abordagem cada vez mais digital, integrada e orientada por dados.
É neste enquadramento que a IP tem vindo a integrar progressivamente a metodologia Building Information Modeling (BIM) como um dos pilares da sua estratégia de transformação digital, com o objetivo de modernizar os processos de planeamento, conceção, construção e gestão das infraestruturas de transporte.
A adoção do BIM enquadra-se numa visão estratégica que reconhece a transformação digital como essencial para reforçar a eficiência, a colaboração, a transparência, a fiabilidade e a rastreabilidade da informação ao longo do ciclo de vida dos ativos. Com esta abordagem, a IP pretende desenvolver um ecossistema digital integrado, assente em modelos de informação que apoiem decisões baseadas em dados, promovam a interoperabilidade entre plataformas e contribuam para a inovação contínua dos modelos de gestão.
Esta evolução acompanha a tendência nacional e internacional de digitalização do setor da construção, em geral, e das infraestruturas, em particular. Em Portugal, este enquadramento foi consolidado com a aprovação da Estratégia Nacional para a Implementação da Metodologia BIM (PortugalBIM), reforçando o alinhamento com políticas públicas de modernização e com os objetivos estratégicos do país.
A adoção desta metodologia reflete também a convicção de que os grandes donos de obra, como é o caso da IP, têm um papel determinante na transformação do setor. Ao incorporar requisitos BIM nos seus investimentos e ao desenvolver competências internas nesta área, estamos a contribui para acelerar a modernização da cadeia de valor da construção e das infraestruturas, fomentando a inovação, a capacitação do mercado e a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis.
O Terminal Técnico do Oriente constituiu o primeiro projeto desenvolvido pela IP com recurso à metodologia BIM, desempenhando um papel fundamental na experimentação e validação dos referenciais internos necessários à sua implementação. Paralelamente, os requisitos desta metedologia foram já integrados no projeto da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa, uma das mais importantes infraestruturas em desenvolvimento no país, demonstrando a aposta da empresa na aplicação desta metodologia em projetos de elevada complexidade e impacto estratégico.
Outros projetos estão a ser desenvolvidos pela adoção, pelas próprias empresas projetistas, da metodologia BIM, o que evidencia o reconhecimento crescente dos benefícios associados à sua utilização, como é o caso do projeto de ampliação da emblemática Estação do Oriente.
Para além dos casos mencionados, a metodologia será progressivamente estendida a novos domínios de intervenção, estando já prevista a sua aplicação em diversos projetos, a lançar a curto/médio prazo, de âmbito tão diverso como pontes, conservação rodoviária ou sinalização ferroviária.
Esta expansão reflete a visão da empresa em integrar progressivamente a metodologia BIM, acompanhada pela sensorização, Digital Twins e industrialização de processos, como referência para o desenvolvimento, gestão e valorização dos ativos sob sua responsabilidade, contribuindo desta forma para a existência de infraestruturas mais inteligentes, sustentáveis e resilientes.