Reabilitação do tabuleiro inferior da Ponte Luís I

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Durante a empreitada, e devido à natureza dos trabalhos, será necessário encerrar o trânsito automóvel a partir das 00h00 do dia 14 de outubro, por um período de aproximadamente 12 meses. (atualização)

A Infraestruturas de Portugal vai dar início à empreitada de Reabilitação e Reforço do Tabuleiro Inferior da Ponte Luís I sobre o Rio Douro, nas cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Devido à natureza dos trabalhos a realizar será necessário encerrar o trânsito automóvel a partir das 00h00 do próximo dia 14 de outubro, por um período de aproximadamente 12 meses. 

No entanto, e de forma a minimizar os impactos desta intervenção para os utentes, será permitida a passagem de peões em situação condicionada através de plataformas montadas para o efeito.

Para José Serrano Gordo, vice-presidente da IP, “a obra reveste-se de especial importância pela história e relevância que a Ponte Luis I tem para as cidades do Porto e de Vila Nova de Guia. Pelas características da intervenção vamos ser obrigados a fechar a ponte ao tráfego rodoviário durante o período da obra, assunto que foi coordenado com os municípios envolvidos, solicitando a melhor compreensão pelos inconvenientes que esta situação provoca, na certeza, porém de que estamos a contribuir para a melhoria das condições de segurança da infraestrutura e fundamentalmente dos seus utilizadores. A IP irá colocar todo o seu empenho para que obra decorra dentro dos prazos previstos."

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, “a concretização desta empreitada reveste-se de enorme importância. O tabuleiro inferior da ponte Luís I necessita urgentemente destas obras, para bem dos milhares de pessoas que a pé, de automóvel ou de autocarro, diariamente o atravessam. Esta intervenção, aliás, assume-se como fundamental não só pela melhoria das condições de atravessamento e de segurança para todos, mas também por se tratar de uma obra de arte que devemos todos acarinhar e cuidar, sempre. Sabemos que as obras, como sempre acontece, irão causar transtornos e incómodos, mas só assim se conseguirá, finalmente, voltar a ter o tabuleiro inferior da ponte Luís I nas melhores condições”.

Esta intervenção, com um investimento associado de cerca de 3,3 milhões de euros, tem como objetivo reparar um conjunto de anomalias já identificadas, a maioria das quais relacionada com a corrosão superficial de elementos metálicos, e outras que venham a ser identificadas no âmbito dos trabalhos a executar. 

Para além da reparação das situações identificadas, é necessária a substituição pontual de rebites, a retificação de chapas deformadas, a manutenção dos aparelhos de apoio, a substituição das juntas de dilatação, a reparação das portas de acesso aos encontros e a reabilitação dos serviços afetados.

A empreitada prevê também o reforço dos banzos superiores das vigas, diagonais e montantes por adição de chapas de aço, introdução de sistema de travamento longitudinal e a substituição da laje do tabuleiro.

Com o presente projeto pretende-se também conferir à ponte e em particular ao tabuleiro inferior uma capacidade resistente compatível com as sobrecargas rodoviárias atuais, pelo que a construção de um novo tabuleiro, permitirá eliminar a limitação de circulação de veículos com peso bruto superior a 30 toneladas, passando a ser admissível a circulação de veículos com peso bruto até 60 toneladas.

A intervenção no tabuleiro inferior tem ainda em vista a redução das vibrações induzidas pela passagem de grandes grupos de peões durante eventos festivos ou desportivos, controlando-se as vibrações horizontais à custa do aumento da rigidez e aumento da massa do tabuleiro.


Visita à obra na Ponte Luís I


Com o objetivo de conhecer os trabalhos que já decorrem na Ponte Luís I, realizou-se hoje uma visita à obra onde estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, a vereadora da Câmara Municipal do Porto, com o pelouro dos Transportes e o pelouro da Fiscalização e Proteção Civil, Cristina Pimentel, o administrador do Grupo Casais, Paulo Carapuça, e o vice-presidente da IP, José Serrano Gordo. 


Alternativas ao tabuleiro inferior da Ponte Luís I


Sobre a circulação rodoviária, e enquanto a empreitada estiver a decorrer, a Câmara Municipal de Gaia, no seu site, informa sobre as seguintes alternativas:

  • Para quem se desloca a partir da Afurada ou do Cais Capelo Ivens, a melhor alternativa passa pela Avenida Mestre José Rodrigues, daí derivando para a Ponte da Arrábida ou para a Via da Misericórdia (circular do Centro Histórico);
  • Para quem se desloca da Beira-rio (Avenida Diogo Leite e Avenida Ramos Pinto), pode fazer-se o acesso pela Rua General Torres ou pela Via da Misericórdia (através da Rua Cândido dos Reis), daí derivando para a Arrábida, Freixo ou Ponte do Infante;
  • Para quem acedia ao tabuleiro inferior descendo a Rua General Torres, a alternativa será o desvio pela Rua de Camões até à ponte do Infante;
  • Para quem acedia pela Rua de Jau e Rua General Torres, a alternativa será igualmente o acesso pela Rua de Camões até à ponte do Infante.

Será ainda garantido um reforço de transportes públicos e de apoio policial para minimizar os problemas. Todas estas indicações estarão devidamente sinalizadas.


A Ponte Luís I


A Ponte Luís I é uma ponte metálica com dois tabuleiros, construída entre os anos 1881 e 1886, que liga as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. O projeto original foi desenvolvido por François Gustave Théophile Seyrig, antigo sócio de Gustave Eiffel (com quem desenvolveu o projeto da Ponte Ferroviária D. Maria Pia), ao serviço da empresa belga Société Willebroeck (Bélgica).

A Ponte é um dos ex-libris da zona ribeirinha das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia, integrada na zona classificada como Património Mundial pela Unesco, cuja estrutura contém um arco principal de 172.5m de vão e 49m de flecha; um tabuleiro superior, com cerca de 391m de desenvolvimento entre eixos dos encontros superiores, destinado à circulação do Metro do Porto e de peões; e um tabuleiro inferior, com cerca de 174 m de desenvolvimento entre eixos dos encontros inferiores. 

É através do seu tabuleiro inferior que, diariamente, milhares de veículos e peões, especialmente turistas, fazem a travessia entre as duas cidades, pelo que o seu papel como via de passagem é fundamental e tem de ser assegurado, nas melhores condições de segurança rodoviária e pedonal.