Razão de Ser

O desígnio de uma Ponte sobre o Tejo, em Lisboa, remonta a meados de Oitocentos.

O primeiro projeto registado pertence ao Engenheiro Miguel Pais, que preconiza em 1879 uma ponte rodoferroviária para ligar a zona oriental de Lisboa ao Montijo.

Em quase um século, muitas ideias surgiram, mas o sonho não se cumpriu.

Os anos de 1950 foram decisivos no que respeita aos estudos sobre a travessia, tendo culminado com a criação do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e com o lançamento do Concurso Público Internacional, na localização atual. A partir dessa data, o projeto não sofre mais revezes: em 1962 a obra começa e, antecipando o prazo de execução previsto, é inaugurada como uma “estrela” do Estado Novo em agosto de 1966.

A verdade é que estavam criadas as condições para o crescimento da Península de Setúbal. A aposta no setor da indústria naval e no turismo de sol e praia, a importância da abertura aos territórios do Sul e do Algarve e a dinâmica de dependência da cidade de Lisboa, gerando crescentes movimentos pendulares, ao mesmo tempo que leva os migrantes para as suas periferias, determinam a necessidade inadiável da Ponte sobre o Tejo.

Após a sua construção, os concelhos da primeira coroa, designadamente Seixal e Almada, sofrem um intenso processo de urbanização e de periferização, que transforma radicalmente o seu território e o seu tecido social.