Modernização da Linha Ferroviária de Cascais 

2020-07-10

A 7 de julho de 2020 a Comissão Europeia aprovou a contribuição financeira, num montante máximo de 50 milhões de euros do Fundo de Coesão, para o grande projeto “Modernização da Linha Ferroviária de Cascais”, candidatado no âmbito do programa operacional “Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos” (POSEUR).

O projeto de investimento, candidatado em setembro de 2019 e a desenvolver pela Infraestruturas de Portugal até ao final do ano 2023, tem um custo total estimado de 77 milhões de euros.

Previsto no Programa de Requalificação e Modernização da Rede Ferroviária Nacional - Ferrovia 2020, este projeto configura não só um reforço e melhoria das condições de exploração que potenciam o crescimento da procura e a maior sustentabilidade económico-financeira do sistema ferroviário na região de Lisboa, mas, também, a integração da infraestrutura no sistema multimodal de transportes, tornando-o mais atrativo e ecológico.

A candidatura inscreve-se no contexto da eficiência energética dos transportes públicos, na medida em que o projeto de investimento concorre para a promoção de estratégias de mobilidade urbana sustentável, ao viabilizar a redução dos consumos energéticos da operação ferroviária e, concomitantemente, a emissão de CO2 e outros gases de efeito de estufa e poluentes atmosféricos.

O investimento caracteriza-se, essencialmente, pela implementação duma catenária de Sistema LP 10, preparada para receber corrente alternada com 25 kV, e a construção de uma Subestação de Tração Elétrica em Sete Rios para a sua alimentação, bem como pela instalação de um novo sistema de sinalização, de um sistema de controlo de velocidade do tipo European Train Control System (ETCS) de Nível 2 e de sistemas de telemática ferroviária. 

Está, ainda, contemplado um conjunto de intervenções que visa uma melhoria significativa na operação ferroviária e nas condições de acesso, utilização e informação ao público nas estações e apeadeiros, elevando os padrões de segurança e tornando a infraestrutura mais inclusiva, sem limitações ou condicionantes físicas.

 

 

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