Linha do Douro - Reforço da segurança da circulação ferroviária

2019-07-02

A intervenção teve por objetivo estabilizar a vertente da encosta no local e simultaneamente melhorar as condições de circulação ferroviária, permitindo eliminar uma limitação de velocidade penalizadora de 10 km/h, implementada como medida cautelar face à  existência de blocos soltos, passíveis de poderem comprometer a segurança ferroviária, em zona de elevado risco geotécnico, junto de boca do Túnel de Arnozelos.

Os trabalhos consistiram na colocação de redes de proteção de alta resistência tendo, no topo do talude e zona de vertente, sido aplicadas duas barreias dinâmicas de alta resistência.  

A empreitada, com um investimento associado de cerca de 247 mil euros, foi executada pela empresa Scoplano, Sociedade de Construção e Terraplanagem, Lda, tendo a gestão do contrato e fiscalização sido assegurada por meios internos da IP, que desenvolveu solução técnica e projeto para execução da obra.

 

Atendendo ao local da intervenção, numa zona topograficamente muito acidentada, de relevo vigoroso e declives muito acentuados, sem acessos rodoviários ou ferroviários à zona da vertente, a mobilização de material, equipamentos e aplicação dos postes foi efetuada com recurso a um helicóptero, subcontratado a uma empresa especializada em trabalhos de geotecnia suspensos, o que constituiu um desafio adicional para a gestão da empreitada e desenvolvimento dos trabalhos, sendo a primeira vez que este recurso foi utilizado pela IP numa obra desta natureza.

De referir que, previamente ao desenvolvimento dos trabalhos, na impossibilidade de efetuar a inspeção à vertente com meios humanos, foi contratada uma empresa para efetuar uma inspeção com recurso a drone. Esta iniciativa suportada em tecnologia ainda pouco utilizada no âmbito da atividade da IP permitiu visualizar e mapear todas as zonas de risco, e saber exatamente os  locais onde existiam blocos soltos, zonas instáveis e estáveis, e, simultaneamente, otimizar a intervenção, planear e reduzir os custos finais.

Face aos riscos inerentes à existência de taludes - elemento geotécnico que acompanha largas extensões da via-férrea - e suportada num acompanhamento e monitorizações permanentes, a IP desenvolveu nos últimos anos, na Linha do Douro, diversas intervenções de estabilização dos mesmos com um investimento de cerca de cinco milhões de euros, para corrigir sinais de instabilidade e minorar os riscos naturais que lhes estão intrinsecamente associados, beneficiando as condições de segurança e consequentemente a disponibilidade e fiabilidade da infraestrutura ferroviária.

Na Linha do Douro está ainda em curso uma empreitada de estabilização de taludes entre os km 119,540 e 145,800, com um investimento associado de três milhões e 500 mil euros, estando igualmente previstas para os próximos anos diferentes ações da mesma natureza que, no seu conjunto, representam um investimento global superior a 30 milhões de euros.