Conservação e restauro na Estação Ferroviária da Lousã

2020-06-30

A IP concluiu um conjunto de trabalhos de beneficiação da Estação da Lousã, nomeadamente a conservação e restauro do património azulejar que reveste as fachadas.

Toda a intervenção foi desenvolvida em duas fases: uma primeira, com recurso a mão-de-obra interna, onde foram realizadas limpezas, estabilizações e consolidações dos azulejos, e a empreitada propriamente dita.

Numa segunda fase, recorreu-se a entidades especializadas com intervenções em património histórico, as quais procederam a trabalhos de conservação e restauro, como remoção de azulejos em destacamento, limpeza de face nobre e tardoz, colagens, consolidações, tratamento do suporte, preenchimentos, consolidações, reintegrações cromáticas, dessalinização e assentamento, e ainda a outros trabalhos de reabilitação, nomeadamente a substituição de elementos fraturados e limpeza da cobertura, a pintura de fachadas e o tratamento de cantarias.

Esta ação inscreve-se no plano de salvaguarda e valorização do vasto património azulejar a cargo da IP, que tem vindo a desenvolver ações desta natureza um pouco por todo o país, estando ainda previstas intervenções no ano de 2020 nas estações de Faro, Olhão e São Mamede de Infesta.

 

Antes e após trabalhos de conservação e restauro

Painel 6 antes

Painel 6 depois

Painel 5 antes

Painel 5 depois

Painel 8 antes

Painel 8 depois

Dados históricos

Em 16 de dezembro de 1906, a Companhia Real, procedeu à abertura à exploração pública do troço de caminho de-ferro entre Coimbra e Lousã.

O edifício de passageiros da Estação da Lousã, inaugurado nessa data, apresenta uma das tipologias arquitetónicas tradicionais, de composição simétrica nas fachadas principal e virada à antiga linha férrea. Corpo central de dois pisos ladeado por dois de um piso e de pequenas dimensões. Coberturas em telhados de quatro águas.

No edifício estão presentes oito painéis de azulejos figurativos e toponímia, da Fábrica de Cerâmica Lusitânia, os quais retratam espaços, figuras, monumentos e tradições, perpetuando as memórias das realidades regionais às quais as populações atribuem grande valor histórico e simbólico.