Concurso para a modernização da Linha de Vendas Novas

2020-11-10

Foi lançado o concurso para a empreitada de modernização da Linha de Vendas Novas - no âmbito do Ferrovia 2020 -, com um preço base 85 milhões de euros e um prazo de execução de 36 meses. Este investimento integra a candidatura submetida no âmbito do Compete 2020, com a designação “Empreitada de Modernização da Linha de Vendas Nova”.

A intervenção tem como principal objetivo a ampliação das estações para permitir o cruzamento de comboios de 750 metros de comprimento, potenciando assim as condições de exploração e reforçando a ligação ferroviária do Porto de Sines às plataformas logísticas nacionais e da Europa.

A empreitada inclui os seguintes trabalhos:

  • Substituição da superestrutura de via com utilização de travessas polivalentes de betão e carril 60 E1;
  • Prolongamento e renovação das Estações de Muge, Agolada, Salgueirinha, Lavre e Vidigal;
  • Renovação das restantes estações:
  • 17 km de tratamento da plataforma (alguns em estações);
  • Terraplanagem, drenagem e reperfilamento de taludes;
  • 69 Passagens Hidráulicas,
  • Três Pontões metálicos (que requerem suspensão de via);
  • Encerramento de seis Passagens de Nível (PN) e construção de quatro Passagens Superior Rodoviárias com os respetivos restabelecimentos;
  • Automatização de PN;
  • Construção de infraestruturas de suporte á componente de sinalização e telecomunicações;
  • Reabilitação/reformulação e/ou implementação de drenagem;
  • Implementação de RCT+TP;
  • Adaptação das instalações fixas de tração elétricas;
  • Trabalhos em Edifícios e Salas Técnicas;
  • Colocação e trabalhos associados à instalação de Torres GSMR.

Linha de Vendas Novas

A Linha de Vendas Novas desenvolve-se ao longo de 69,375 quilómetros, entre Setil, onde cruza a Linha do Norte, e Vendas Novas, onde interseta a Linha do Alentejo, atravessando os concelhos do Cartaxo, de Salvaterra de Magos, de Coruche, do Montijo, de Montemor-o-Novo e de Vendas Novas. 

Atualmente é exclusivamente percorrida por composições de mercadorias, assumindo-se como um dos principais eixos de transporte de bens entre Norte-Sul. 

Com efeito, ao circularem por este itinerário ferroviário, os comboios evitam a passagem pela zona de Lisboa, que apresenta duas significativas restrições: as limitações de carga na Ponte 25 de Abril e a saturação da capacidade, sentida já na Linha de Cintura e sobretudo na Linha do Norte.

Integrada no Corredor Internacional Sul, a Linha de Vendas Novas é fundamental para a promoção de um transporte de mercadorias mais eficiente e para potenciar a competitividade da economia nacional.