Concurso para empreitada no troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha

2020-10-12

Foi hoje publicado, dia 12 de outubro, em Diário da República, o concurso público para a empreitada de Modernização do troço da Linha do Oeste entre Torres Vedras e Caldas da Rainha.

Com um valor base de 40 milhões de euros, este investimento é desenvolvido no âmbito do programa de modernização, reforço da segurança e melhoria da capacidade e competitividade da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020. A presente ação integra a candidatura aprovada no âmbito do Compete 2020, com a designação “Linha do Oeste - Modernização do Troço Meleças-Caldas da Rainha”, para a qual se prevê um financiamento comunitário de 38,74%.

A empreitada de requalificação da Linha do Oeste entre Torres Vedras – Caldas da Rainha consiste na eletrificação integral do troço e modernização da via férrea, numa extensão de 44 quilómetros, envolvendo igualmente a execução dos seguintes trabalhos:

  • Renovação pontual e retificação do traçado de via;
  • Construção de um novo traçado, variante à via existente em cerca de 2 quilómetros, na freguesia de Campelos e Outeiro da Cabeça, concelho de Torres Vedras, com o intuito de potenciar a circulação de comboios convencionais à velocidade de 140km/h; 
  • Reabilitação dos edifícios e condições de acessibilidade nas Estações de Torres Vedras, Ramalhal, Outeiro, Bombarral e Caldas da Rainha, e de quatro Apeadeiros em Paúl, São Mamede, Dagorda e Óbidos, com a criação de acessos para pessoas com mobilidade condicionada às plataformas de passageiros e alteamento das plataformas, de modo a facilitar a entrada e saída ao comboio;
  • Construção de uma nova linha no apeadeiro de São Mamede passando este a Estação Ferroviária;
  • Reforço da Segurança Rodoviária e Ferroviária com a automatização e supressão de quatro Passagens de Nível; 
  • Melhoria das condições de atravessamento rodoviário através da construção de quatro passagens desniveladas ao caminho-de-ferro situadas nos concelhos de Torres Vedras (freguesia do Ramalhal e freguesia de Campelos e Outeiro da Cabeça) e Óbidos (freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa); 
  • Instalação de Sinalização Eletrónica, Telecomunicações e GSM-R (Global System for Mobile Communications Railway) que garante o reforço das condições de segurança e circulação ferroviária.
     

ESTAÇÃO DE CALDAS DA RAINHA
Bordalo Pinheiro modelando
Painel de azulejos de Carlos Aleluia em colaboração com o irmão Gervásio Aleluia

Linha do Oeste - Investimento global de 155 milhões de euros

O projeto de modernização da Linha do Oeste está dividido em duas grandes empreitadas. A primeira corresponde à eletrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, e foi adjudicada ao Consórcio “Gabriel Couto / MCA / Aldesa” pelo valor de 61,5 milhões de euros, tendo o contrato obtido recentemente o Visto Prévio favorável do Tribunal de Contas. Prevê-se que a empreitada seja consignada no início do mês de novembro, iniciando-se nessa altura os trabalhos.

A segunda refere-se à empreitada agora lançada de modernização e eletrificação do troço entre Torres Vedras e Caldas da Rainha. Este investimento na Linha do Oeste, entre Mira Sintra-Meleças e Caldas da Rainha, tem como principais objetivos a melhoria da eficiência e o reforço da competitividade do sistema ferroviário, através do aumento da capacidade e a redução dos tempos de trajeto adequados aos níveis de procura e fluxo de passageiros.

A utilização de material circulante de tração elétrica, a otimização do traçado de via e a instalação da sinalização e telecomunicações ferroviárias no troço até Caldas da Rainha, possibilitará a redução do tempo de percurso entre Caldas da Rainha – Lisboa e Torres Vedras – Lisboa em cerca de 30 minutos. Permitirá igualmente aumentar a oferta das atuais 16 circulações para 48 (dois sentidos), no troço a Sul das Caldas da Rainha - Torres Vedras.

A concretização deste investimento visa igualmente alcançar importantes reduções ao nível dos custos energéticos, emissões de CO2 e níveis de ruído, bem como o aumento da segurança e da fiabilidade da exploração. 

Com um investimento global de cerca de 155 milhões de euros, comparticipado pela União Europeia, este projeto engloba também: 

O desenvolvimento de estudos e projetos, a execução de duas empreitadas de eletrificação, via-férrea, construção civil e obras geotécnicas, a construção de passagens superiores e inferiores e de estruturas de proteção e estabilização da plataforma, a modernização e adaptação dos cais de passageiros, a conceção e execução de uma subestação de tração elétrica e de postos autotransformadores e a realização de seis empreitadas para a sinalização e telecomunicações.