I Encontro Nacional de Rotas e Infraestruturas Cicláveis

2019-06-06

Os dois dias do encontro que decorreu em Évora dias 3 e 4 de junho contaram com a presença de mais de setenta participantes e trinta oradores, entre os quais estiveram entidades nacionais e internacionais.

Discutiram-se temas como a promoção da mobilidade suave, modelos de gestão e produtos turísticos em ecopistas e rotas cicláveis, e proporcionou-se um momento de partilha, apresentação e discussão de projetos na área das rotas e infraestruturas dedicadas à mobilidade em bicicleta.

A organização da Infraestruturas de Portugal, através de uma das empresas do seu Grupo, a IP Património, contou com o apoio e parceria do Turismo de Portugal, da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Universidade de Évora.

Com uma participação ativa e diversificada, esta iniciativa contou com a presença da Associação Europeia de Vias Verdes, de entidades gestoras de Vias Verdes, da Federação Europeia de Ciclistas, Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, de Comunidades Intermunicipais, da Área Metropolitana de Lisboa, de diversos municípios, universidades e respetiva comunidade académica, das Direções Gerais de Educação e da Saúde, de Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, de operadores e empresas ligadas ao turismo, de entidades regionais de turismo e de associações da sociedade civil promotoras da bicicleta, do pedestrianismo e interessadas no património histórico, natural e/ou cultural que o país tem para oferecer.

Na sessão de encerramento, o Presidente da IP Património e Vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, referindo-se ao Dia Mundial da Bicicleta, destacou que “a criação de incentivos à sua utilização é uma contribuição relevante para a descarbonização da nossa economia e, simultaneamente, a sinalização para a necessidade de assumirmos comportamentos mais sustentáveis”.

 

 

Carlos Fernandes recordou que estão sob gestão da IP Património cerca de mil quilómetros de canais ferroviários desativados – mais de 600 km estão já contratualizadas como ecopistas, e desses mais 200 km estão em funcionamento – “que constituem uma Infraestrutura praticamente ininterrupta, fácil, segura e agradável de percorrer, dispõem de um traçado bem inscrito na paisagem e com excelentes condições para a mobilidade suave para fins turísticos, lazer ou deslocações não motorizadas”.

Esta iniciativa surgiu na sequência da Declaração da Assembleia Geral da ONU que decretou o dia 3 de junho como Dia Mundial da Bicicleta, assim como, pela convicção de que o Plano Nacional de Ecopistas, a Grande Rota do Montado e as demais rotas e infraestruturas cicláveis têm uma forte vocação turística, constituindo um importante ativo turístico estratégico que importa desenvolver com a mobilização de parceiros institucionais nas várias escalas de território (internacional, europeu, ibérico, nacional, regional, intermunicipal e local), e implementando modelos de gestão assentes em critérios de desenvolvimento sustentável.

Intervindo no painel intitulado “A promoção da Mobilidade Suave”, Paulo Borges, da IP Património, abordou o tema Ecopistas (apresentação em baixo).

O programa incluiu ainda uma visita técnica à antiga estação ferroviária de Mora, atualmente convertida no Museu Interativo do Megalitismo, assim como, uma visita em bicicleta à Ecopista de Mora num percurso de cerca de vinte quilómetros.