Arqueologia

A preocupação pela salvaguarda e valorização do património cultural está subjacente nas ações desenvolvidas para gestão das infraestruturas rodoferroviárias em todo o seu ciclo de vida. Hoje esta é uma temática transversal à atividade da empresa, sobressaindo no âmbito do planeamento, estudos e sobretudo em obra.

Sendo o Património Cultural um testemunho com valor de civilização ou de cultura, portador de interesse cultural relevante, tem sido prática da empresa promover todas as ações necessárias para o seu conhecimento, proteção e valorização.

De acordo com a Lei Nº 107/2001 é considerado como tendo interesse cultural relevante, os elementos que reflitam valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade, nomeadamente os de carácter histórico, paleontológico, arqueológico, arquitetónico, linguístico, documental, artístico, etnográfico, científico, social, industrial ou técnico.

Assim, a Empresa, numa ótica de sustentabilidade, adotou metodologias de trabalho assentes, sobretudo, numa vertente preventiva, evitando eventuais danos no património.

Em caso de impossibilidade de evitar afetações, desenvolve então trabalhos de sondagens e escavações arqueológicas, bem como ações de proteção ao património arquitetónico.

No decorrer do acompanhamento arqueológico da obra foram detetadas, durante a desmatação, um pequeno nicho de pedra, onde no interior de um pote cerâmico estavam cerca de três mil moedas em bronze, dos séculos IV e V d.C.

Pelas características do achado, a descoberta rapidamente se tornou notícia de âmbito nacional, amplamente difundida em todos os media.

Intercetada a antiga via romana de Coimbrões (Monumento Nacional) pela construção do IP3, tornou-se necessário modificar o Projeto, tendo um aterro passado a viaduto.

Durante a obra, a via foi integralmente protegida, tendo sido objeto de limpeza e conservação na fase final da mesma

No âmbito do projeto de reabilitação da ponte sobre o Rio Lima em Ponte da Barca, classificada em 1910 como Monumento Nacional (MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06- 1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910), foram realizados trabalhos arqueológicos de índole variada que permitiram identificar níveis de ocupação urbana, bem como reforçar e corroborar a sequenciação das Fases construtivas do Monumento.